Livros para ler durante a quarentena

Já que estamos em casa, confinados na luta contra a disseminação do coronavírus, decidi indicar 5 dos meus livros favoritos. Confira aí!

A batalha do apocalipse

Ficção escrita pelo brasileiro Eduardo Spohr, o livro acompanha Ablon, um anjo renegado, que foi expulso do paraíso por não concordar com a atitude dos arcanjos. Condenado a vagar pela terra, ele trava uma jornada através dos tempos com o objetivo de parar a tirania dos arcanjos e impedir o apocalipse.

A obra recria cenários da criação sob o ponto de vista dos anjos, e apresenta uma leitura leve e fluída para captar o leitor.

Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

Nesta crônica a narradora em primeira pessoa conta sua primeira experiência com um livro. Porém, este livro é de uma menina má que o oferece emprestado para a narradora, mas sempre inventa uma desculpa para não entregar o livro a ela. Até que a mãe da menina má descobre isso e entrega o livro para a narradora, que passa a saborear o livro como se fosse um amante. Esta crônica tem um cunho autobiográfico, como comprovou a própria irmã da escritora dizendo que se lembra da “menina má”.

O ponto central desse texto é o conceito de “felicidade”. Nele, a escritora parece se questionar “afinal, o que é felicidade?”. A menina presente na crônica parece conhecer bem o dito popular “felicidade é bom, mas dura pouco”, uma vez que ela se utiliza de todas as formas para prolongar seu sentimento de felicidade. Uma vez que ela ganhou permissão para ficar com o livro pelo tempo que desejasse, ela o deixa no quarto e finge esquecer que o possui, só para se redescobrir possuidora dele. Dessa forma, sua felicidade aparece como um sentimento “clandestino”, já que nem ela mesma pode se conscientizar de sua própria felicidade para que esse sentimento não acabe. Concluísse, portanto, que a felicidade deve ser descoberta a todos os momentos e nas coisas mais simples.

Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Orgulho e preconceito é o livro mais famoso de Jane Austen e possui uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada. A nova coleção possui capa dura e estilo inspirado nos bullet journals.

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

Publicado pela primeira vez em 1942 nos Estados Unidos e, três anos mais tarde, na França, O pequeno príncipe tornou-se obra de apelo universal, um clássico moderno traduzido para mais de oitenta idiomas. Suas páginas abrigam valiosas lições sobre a solidão, a amizade, o tempo, a vida e a morte, compartilhadas conosco por meio do pequeno habitante do asteroide B 612.

Apesar de escrito e narrado por um adulto, O pequeno príncipe se dirige, desde suas primeiras linhas, às crianças. É, na verdade, uma ode à infância, uma delicada viagem a esse planeta que aos poucos abandonamos, vivendo em prol das nossas vaidades, vícios, obrigações, números e demais coisas “sérias e importantes”.

Deixe-se conquistar pela fábula atemporal de Antoine de Saint-Exupéry e acompanhe o pequeno príncipe em sua jornada rumo ao nosso planeta. Lembre-se apenas de fechar um pouco os olhos e abrir bem o coração. Pois o essencial, como nos têm ensinado o pequeno príncipe e sua amiga raposa, por mais de setenta anos, é invisível aos olhos.

Em busca do tempo perdido, de Proust

O clássico criado por Proust ocupa um bom pedaço da estante e é uma escrita que fará você repensar a sua relação com o passado. A história narrada pelo escritor francês tem a capacidade de nos fazer viajar pelo tempo e reelaborar as nossas vivências que julgávamos perdidas. 

Ao longo dos muitos volumes percebemos os mecanismos que fazem mover a engrenagem da memória voluntária e involuntária e modificamos a nossa maneira de lidar com os tempos remotos.

E aí, gostou dessas 5 dicas de livros? Se você ler algum deles, nos diga o que achou! E caso tiver sugestões, compartilha com a gente, vamos ficar felizes. 🙂

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